segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Igreja e a Arte: pontos de contato

Kevin DeYoung

A Igreja e a Arte tiveram um relacionamento de altos e baixos nos últimos milênios. Às vezes, a Igreja foi patrona das artes, financiando e apoiando escultores, pintores e músicos com seus recursos. Outras vezes, a Igreja bateu de frente com a Arte, vendo-a como desperdício de tempo ou pior, como expressão de hedonismo e sensualidade.

Hoje, apesar de muitas igrejas não serem muito receptivas a artistas, existe um ressurgimento de interesse e de defesa das artes. Na faixa abaixo dos 40 dos membros da igreja, gostar de arte é como gostar da sua avó, ou seja, apenas os mais retrógrados e incultos não o fazem. Existem duas coisas que nenhum jovem cristão se atreve a ir contra: justiça social e arte.

A paixão por encorajar a arte é compreensível e na maior parte, recomendável. Não só a Igreja tem um longo histórico de apoio à arte, como a Bíblia fala muito bem daqueles com dons artísticos e artesanais (como a famosa dupla Bezalel e Aoliabe). E sejamos honestos, muitas de nossas igrejas não são exatamente um abrigo saudável para artistas. A cultura da igreja é normalmente conduzida pela classe média, não por alternativos e boêmios. Logo, faz sentido que nós precisemos sair da nossa zona de conforto para poder receber artistas e encorajar seu trabalho.

Antes de me aprofundar, quero deixar claro que não vou apresentar uma teologia da Arte. Não sou capacitado para isso. Para aqueles interessados em um tratamento mais completo do Cristianismo e da Arte, eu recomendo o livro “Art of God’s Sake” (Arte para Deus), de Philip Ryken. Não sou um artista. Quer dizer, não sou pintor, escultor, poeta ou dançarino (você, definitivamente, não quer me ver dançando). Já estive em corais e tive algum treinamento vocal. É na música que eu chego o mais perto de algum senso artístico. Mas no geral, me considero um cristão bem mediano quando se trata de artes (mas eu me esforço bastante na ‘arte’ de escrever e pregar, ou seja, estou falando mais da ‘Alta Arte’ nesse texto). Eu gosto de algumas coisas da Arte, acho algumas coisas chatas, e algumas eu simplesmente não entendo.
Como pastor, eu acho que uma ênfase renovada na arte em nossas igrejas pode ser uma coisa muito boa, ou muito ruim. Tudo depende de como o grupo da “arte é a resposta” e o grupo da “arte é estranha” pode chegar alguns pontos de contato e um terreno comum. Em relação a isso, quero oferecer algumas teses a respeito da Igreja e da Arte.

1. Devemos permitir que a arte seja arte. Às vezes, cristãos cometem o erro de achar que para a arte ter algum valor, precisa compartilhar o evangelho ou falar explicitamente de Jesus. Tal abordagem normalmente produz arte ruim e evangelismo ruim. A Arte tem seu valor porque tem a capacidade de ser bela e cheia de verdade. Não podemos achar que a arte vai comunicar da mesma forma que um discurso.

2. Arte tem seu valor, assim como várias outras coisas. Nem sempre os Cristãos sabem o que fazer com a arte. Pensamos “realmente existe algum valor em uma bela dança ou em um poema difícil de entender?”. Mas, se bem feita, a arte pode nos inspirar, confortar, incomodar, e ativar diferentes áreas de nosso cérebro. A Arte nos lembra que a utilidade não é a unidade de medida para o valor. Mas a Arte não é um deus, nem o curso preferido de Deus na universidade. Não há nada intrinsecamente melhor (ou pior) em ser um artista do que ser um contador, um programador de computadores, ou um vendedor.

3. A Arte pode realizar algumas coisas, mas pode não realizar outras. Cristãos normalmente têm problemas com a arte porque ela pode ser ambígua e aberta para muitas interpretações. Ela não está fechada a opiniões. Leva-nos a pensar, mas também a sentir. Ela ‘forma’ mais do que ‘informa’. Nesse sentido, a arte pode ‘ensinar’ sobre como nosso Deus é criativo e belo. Mas a engenharia pode ‘ensinar’ sobre como nosso Deus é coerente e conhecível. Deus é infinito. Várias profissões e várias vocações podem demonstrar seus diversos aspectos. Não devemos cometer o erro – e eu ouço bastante sobre isso – de achar que “poetas, artistas, escritores, eles sim, são os que realmente podem nos ensinar sobre Deus”. Bem, sim, eles podem. Mas os padeiros e os coletores de lixo também podem.

4. Nosso louvor deve buscar excelência artística, mas deve ser inevitavelmente “popular”, direto e objetivo. Eu estou sempre dizendo às pessoas que nós queremos “indiscutível excelência” nos cultos dominicais (agradeço a John Piper pela expressão). Não quero que pensemos que mediocridade é uma virtude espiritual. Cada igreja terá capacidades diferentes, mas o objetivo deve ser a melhor música, o melhor som, os melhores instrumentos, assim como queremos a melhor pregação. O momento de louvor dos cultos não é o melhor momento para dar ao Joãozinho uma chance de arranhar alguns acordes no violão. É uma oportunidade, para aqueles que se esforçaram para estudar e refinar seus talentos, de servir a Deus com seu trabalho.

Por outro lado, as igrejas devem ter em mente que o objetivo do louvor não é exibir o talento de artistas. O objetivo final é edificar congregação e adorar a Jesus para a glória de Deus. Isso significa que a música deve ser simples o suficiente para que centenas (ou milhares) de pessoas sem treinamento possam cantar ao mesmo tempo. Isso também significa que nosso louvor deve lidar com a verdade da forma mais direta possível. Eu não quero pessoas após o culto se perguntando qual era o significado do louvor. Eu não quero que elas pensem em interpretações variadas. Eu quero que a mensagem seja clara e objetiva. Em 1 Coríntios 14, Paulo argumenta em favor da mensagem que é compreendida por todos durante o culto. Não estamos buscando experiências individuais de louvor. Queremos o máximo de clareza, o que significa que não vamos nos desculpar por focar mais na palavra e menos em outras formas de ‘arte’.

5. As igrejas podem aprender a receber artistas, mas os artistas não devem esperar que a igreja seja uma galeria de arte. Como eu disse, a igreja tem um histórico de apoiar a arte. Existe algo único nas artes visuais (estou pensando em pinturas, cartazes, murais, fotografias e etc.) que as torna propícias a serem incluídas no “espaço sagrado”. É complicado para um corretor de imóveis demonstrar suas capacidades no meio litúrgico, mas isso é possível à arte. Se existem artistas talentosos na sua igreja, considere a possibilidade de reservar algum espaço para que seus trabalhos possam ser expostos e integrados ao ambiente. Mas os artistas precisam perceber que a igreja não é uma galeria de arte. Eles precisam ter a sensibilidade para perceber que nem todas as obras podem ser usadas nesse contexto, e a humildade para ouvir um “obrigado, mas… não, obrigado”. Alguns trabalhos não se encaixam no contexto ou no clima da igreja. Algumas obras se tornam antiquadas. Outras nos distraem (em um sentido ruim). E outras simplesmente não são tão boas assim. Apesar disso tudo, a não ser que queiramos voltar ao modelo de igreja da Idade Média, é improvável que a igreja volte a apoiar e incentivar a arte como já fez (pelo menos financeiramente falando).

6. Artistas nos ajudam a reconhecer nossos ídolos, mas artistas também têm seus ídolos. Banqueiros chegam a idolatrar o dinheiro. Há mães que idolatram seus filhos. Acadêmicos muitas vezes idolatram o seu intelecto. Pastores podem acabar idolatrando a pregação. Artistas, a auto-expressão. O pior é que muitas vezes nos orgulhamos equivocadamente de não nos curvarmos aos ídolos dos outros. A boa arte pode ajudar a remover pretensões e pragmatismos excessivos.

Bons artistas devem ser humildes a respeito de suas próprias limitações e pecados. E bons cristãos devem sempre almejar a verdade e a beleza, aonde que elas estejam.

Traduzido por Filipe Schulz


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Senhor, faz-nos um!


Márcio Ordonho


A Palavra de Deus nos ensina que ao recebermos o Espírito Santo de Deus, passamos a fazer parte do Corpo de Cristo (1 Co 12:12-31). No entanto, a vida em corpo é um desafio muito grande e uma realidade ainda muito longe de ser alcançada pelos membros da Igreja do Senhor Jesus.

Primeiramente, gostaria de destacar que a vida em corpo é um caminho que depende de confiança no Senhor. A própria bíblia nos informa que somos membros de um só corpo, cuja cabeça é Jesus. Seguir uma caminhada em corpo, portanto, é simplesmente caminhar de acordo com a vontade do Senhor Jesus para a nossa vida, revelada em Sua Palavra. Dessa forma, só andaremos verdadeiramente como corpo de Cristo se fizermos morrer dentro de nós as nossas vontades, para que Ele viva (Gl 2:20), Ele conduza, como cabeça que é.

Isto posto, deve-se destacar que a própria Palavra de Deus nos instrui na maneira como devemos caminhar em unidade. Não basta apenas que conheçamos a vontade do Senhor e procuremos caminhar Nela, mas os membros devem cooperar entre si (1Co 12:25), caso contrário, a unidade do corpo não será experimentada.

É nesse ponto exatamente que há a maior dificuldade entre o povo de Deus. O mundo nos afirma a todo instante que devemos viver a nossa própria vida, sem a interferência dos outros. Essa perspectiva é diretamente contrária ao que estabelece a Palavra de Deus. É impossível estar em unidade com nossos irmãos e, portanto, experimentar a vida no corpo de Cristo se não nos relacionarmos em unidade com os demais membros do corpo. A própria Bíblia questiona: “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?” (1 Co 12:19).

E como vivemos em unidade com os demais membros? Há instrução nesse sentido em vários trechos da Palavra. Por exemplo: “Confessai, pois os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados...” (Tg 5:16) e “Suportai-vos uns aos outros...” (Cl 3:13),entre outros. Não é uma proposta fácil, mas conforme acima comentado depende exclusivamente de confiança em Deus.

Percebe-se, assim, que a vida em Corpo requer em nós duas atitudes. Primeiro, considerar que estamos caminhando de acordo com a vontade de Cristo para nossas vidas,afinal ele é o cabeça do corpo. Para isso, precisamos conhecê-Lo cada vez mais, através das Escrituras e de um relacionamento direto e sincero com Ele (por meio de nossas orações), de forma que assim poderemos caminhar de acordo com a Sua vontade. Em segundo lugar, devemos ter claro que não vivemos nossas vidas de forma independente, afinal, vivemos em um só corpo onde há diversos membros, que precisam, assim, andar em unidade. Andar em unidade com os demais membros requer que nos relacionemos integralmente e na verdade com eles, seja orando, confessando, suportando, exortando, admoestando uns aos outros.

A vida como corpo não é uma opção para nós, mas uma realidade. Resta a nós aprofundarmos os nossos relacionamentos a fim de que vivamos essa unidade que foi proposta por Deus a nós. O próprio Jesus falou: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”(Jo 17:21).

Deus nos abençoe nesse caminho.

Um abraço,

Márcio.

Eleição no Evanarte


O sábado (7) foi dia de Eleição da nova Diretoria, que assume a liderança do Evanarte em 2010. Nos reunimos na IPG e depois de uma breve - mas importante - palavra de Cabeça sobre o nosso ministério, começamos o processo eleitoral.

Através de voto secreto, os membros do Evanarte que estavam presentes elegeram Bruno Rafael (Pig) como presidente e Duda como vice-presidente. Ainda em novembro os outros membros da Diretoria serão convocados para compor o colegiado.

Orem para que o Senhor nos sustente e nos abençoe diante dessa responsabilidade em 2010.


Bruno Rafael

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Jota-Ó volta aos palcos


No dia 28 de novembro, último sábado do mês, reapresentaremos Jota-Ó.
Dessa vez, o espetáculo será no Teatro Brum, no Centro de Convenções de Pernambuco.
Os ingressos podem ser adquiridos na secretaria da Igreja Presbiteriana das Graças (horário comercial) ou na bilheteria do teatro, no dia do evento (a partir das 16h30).
O preço do ingresso permanece o mesmo: R$10,00 (promocional).

Clique aqui para ver fotos do espetáculo.

Para mais informações: 81 8831.0016 ou 9296.9915.


Bruno Rafael

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

4 anos do Integre


Sábado (07) o Evanarte participou do aniversário de 4 anos do ministério Integre (www.projetointegre.wordpress.com), realizado na Igreja Presbiteriana Castelo Forte, em Setúbal. Depois do recital com um texto sobre fé, dito por Dani, Ronaldo, Fernanda, Nathália, Duda e Pig, foi a vez de Álcio trazer uma esquete do Shark, o tubarão que sempre arranca gargalhadas do público. A próxima programação do Integre é em Fevereiro de 2010.


Bruno Rafael

Confraternização 2009


Estamos chegando ao final de mais um ano. Como é de praxe, a nossa festinha de confraternização também está perto. Será um momento de celebrarmos e relembrarmos tudo o que o Senhor fez em nossas vidas nesse 2009 de tantas bênçãos.

É o tempo de compartilhar e também de premiar os membros do grupo como um símbolo do reconhecimento pela dedicação e empenho nas atividades do ministério.

Para isso, nove prêmios serão entregues conforme as seguintes categorias:

1. Atriz
2. Ator
3. Atriz Coadjuvante
4. Ator Coadjuvante
5. Revelação
6. Destaque da Dança
7. Dedicação
8. Dupla em Cena
9. Homenageado pela Presidência

O prêmio foi batizado de Jorge Santana Jr, nome do primeiro Presidente e Diretor do Evanarte. Vamos aguardar até o dia 13 de dezembro, quando conheceremos os premiados.


Bruno Rafael

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Festival de Teatro em Rio Doce


O sábado 24 de outubro foi a data escolhida para a realização da sexta edição do Festival de Teatro promovido pelo Ministério Operação Reconstrução, na Igreja Presbiteriana de Rio Doce. Diversos grupos participaram da noite com pantomimas, esquetes, peças e danças. O Evanarte também esteve presente com Nathália, Gabi, Bruna, Mayara e Gerlainny, que, junto com Bel, levaram coreografias.

Vale registrar que a recepção foi maravilhosa. Parabéns a equipe realizadora do evento e a Igreja Presbiteriana de Rio Doce. Que o Senhor possa conduzir outros momentos como esse.


Bruno Rafael